Pecuária bovina: perspectivas para o segundo semestre
Com o ciclo de liquidação encerrado e rebanhos em fase de retenção, especialistas projetam estabilidade na arroba entre R$ 260 e R$ 275 no segundo semestre.
Com o ciclo de liquidação praticamente encerrado e os rebanhos em fase de retenção, o mercado de boi gordo aponta para um segundo semestre mais equilibrado em 2026. Especialistas do setor projetam estabilidade nos preços da arroba entre R$ 260 e R$ 275 para o período.
A oferta de animais prontos para abate deve cair 8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). Esse recuo, combinado com a expectativa de crescimento das exportações para o Oriente Médio e o Sudeste Asiático, sustenta as perspectivas de preços firmes.
No campo, os pecuaristas que apostaram na terminação em confinamento reportam resultados positivos. O custo do boi terminado em sistema intensivo ficou em torno de R$ 220/arroba, gerando margem operacional de aproximadamente R$ 40 a R$ 50 por cabeça nos melhores sistemas de produção.
A sanidade animal segue como tema central. O Brasil manteve seu status de zona livre de febre aftosa sem vacinação em mais 14 estados, o que amplia o acesso a mercados premium no exterior. O certificado sanitário permanece como o principal ativo diferenciador do produto brasileiro frente à concorrência argentina e uruguaia.
Para o segundo semestre, a atenção se volta ao comportamento das chuvas no Centro-Oeste e ao desempenho das pastagens. Condições climáticas adversas podem antecipar o abate de fêmeas, reduzindo o ciclo de retenção e pressionando os preços no mercado interno.
